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Em “O Esquadrão Suicida”, James Gunn não tem medo de exagerar (o que é ótimo) | #CineBuzzIndica

Filme chega aos cinemas brasileiros na quinta-feira (5)

Henrique Nascimento | @hc_nascimento Publicado em 02/08/2021, às 18h00

"O Esquadrão Suicida" chega aos cinemas brasileiros em 5 de agosto - Divulgação/Warner Bros. Pictures
"O Esquadrão Suicida" chega aos cinemas brasileiros em 5 de agosto - Divulgação/Warner Bros. Pictures

Em 2016, a DC passava por um momento turbulento: “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” havia chegado aos cinemas e sofrido com as críticas de um públicojá totalmente imerso no Universo Cinematográfico da Marvel. Não era o filme que as pessoas esperavam, mas elas também não sabiam o que esperar e, pior ainda, nem mesmo a DC tinha ideia de qual caminho seguir. Tudo era um tiro no escuro.

Por isso que, quando a divulgação de “Esquadrão Suicida” começou, com trailers repletos de ação, com cenas coloridas embaladas por músicas pop e um elenco atrativo, encabeçado por nomes como Will SmithMargot RobbieViola DavisCara Delevigne e Jared Leto, as expectativas aumentaram, já que o longa parecia ser o mais mais próximo que a DC poderia chegar dos filmes de sua rival, a Marvel. Porém, nada deu certo.

Quer dizer, a Arlequina de Robbie até que deu – tanto que David Ayer, roteirista e diretor do longa, não economizou em explorar as tiradas engraçadas da personagem até se tornarem exaustivas – e rendeu um novo filme, “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”, lançado em 2019, mas o antecipado Coringa de Leto virou uma piada tão grande, que o ator e músico até pensou em desistir da atuação.

A bilheteria também não foi ruim – quase 750 milhões de dólares mundialmente -, mas o filme acabou se tornando uma pária, de qualquer forma. Pagou o investimento da Warner Bros. Pictures, mas foi um furo ainda maior nos planos da DC de criar um universo nos cinemas do que “Batman vs Superman” havia sido.

E por que eu começo esse texto falando de “Esquadrão Suicida” se ele é tão ruim? Porque com a estreia de “O Esquadrão Suicida”, nesta quinta-feira (5), o seu antecessor poderá ficar no passado definitivamente – como se nunca tivesse existido.

Antes de assistir a “O Esquadrão Suicida”, você precisa ser alertado de duas coisas: a primeira é que o James Gunn que você espera encontrar nos cinemas, talvez não esteja lá. Ele não é o mesmo diretor que colocou uma árvore bebê para dançar e divertir as pessoas em “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. Não que ele não continue engraçado e divertindo o seu público. No entanto, no novo filme, fica claro que ele não queria comparações entre as produções, apesar de suas similaridades.

A segunda é que é melhor ir de estômago vazio para o cinema, porque a chance de algo dar errado é grande. Isso porque Gunn não tem medo exagerado: ele é extra violento, extra sanguinário, nojento, absurdo e ridículo, o que transforma “O Esquadrão Suicida” em um fantástico filme de ação com bastante humor, mas sem desviar do caminho agora definido pela DC, que é o de fazer filmes de heróis com uma roupagem mais adulta.

“O Esquadrão Suicida” é uma continuação indireta do filme de 2016, o que significa que há bem poucas ligações com a produção anterior. O time de anti-heróis agora está estabelecido sob o comando de Amanda Waller (Viola Davis) e, no novo longa, ela chantageia Sanguinário (Idris Elba) para que ele lidere uma missão para acabar com o Projeto Estrela-do-Mar, que tem potencial para destruir civilizações.

No time, ainda estão Pacificador (John Cena), Caça-Ratos 2 (Daniela Melchior), Homem-das-Bolinhas (David Dastmalchian), Nanaue, o Tubarão Rei (Sylvester Stallone) e, entre outros, rostos conhecidos como Arlequina Coronel Rick Flag (Joel Kinnaman). Todo egressos da prisão Belle Reve – exceto Flag – e, portanto, caras maus (e ninguém está tentando fazer com que você simpatize com eles, mas isso vai acontecer de qualquer forma).

Nós certamente ficamos mais seletivos nessa época de pandemia, pensando se vale a pena arriscar ir ao cinema para ver um filme, mas “O Esquadrão Suicida” certamente é um daqueles que vale o esforço. É um filme que vai muito além de uniformes coloridos e piadinhas engraçadas; tem cenas de ação de encher os olhos, um humor despretensioso, mas que funciona e uma história coerente do começo ao fim.

É um filme que a Warner Bros. Pictures jamais poderia ter feito em 2016, porque ela simplesmente não confiava no trabalho que estava colocando na rua. Posso até não gostar de “Coringa” (2019), mas acredito que a ótima recepção do público, uma bilheteria de mais de 1 bilhão de dólares e 11 indicações ao Oscar certamente mudaram a visão do estúdio, que felizmente deixou James Gunn trabalhar como queria e deveria.

“O Esquadrão Suicida” chega aos cinemas nesta quinta-feira (5). Além de dirigir, James Gunn também foi o responsável pelo roteiro e, atualmente, encerra a produção de uma série derivada do filme, focada em Pacificador, que estreia em janeiro de 2022 na HBO Max, plataforma de streaming da WarnerMedia. Inclusive, não saia do cinema antes do fim dos créditos, porque o diretor nos dá um spoiler da novidade em uma cena extra.

Jai Courtney (da franquia “Divergente”), Peter Capaldi (“Doctor Who”), Michael Rooker (da franquia “Guardiões da Galáxia”), Alice Braga (“Os Novos Mutantes”), Pete Davidson (“Saturday Night Live”), Nathan Fillion (“The Rookie”), Sean Gunn (da franquia “Guardiões da Galáxia”), Taika Waititi (“Jojo Rabbit”) e Mayling Ng (“Mulher-Maravilha”) também estão no elenco de “O Esquadrão Suicida”.

 
 
 
 
 
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