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#CineBuzzJáViu / CRÍTICA

"M3GAN" aposta no marketing para se tornar nova franquia de terror | #CineBuzzIndica

Longa roteirizado por James Wan chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (19)

ANGELO CORDEIRO | @ANGELOCINEFILO Publicado em 18/01/2023, às 16h00

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"M3GAN" aposta no poder do marketing para se tornar nova franquia de terror - Divulgação/Universal Studios
"M3GAN" aposta no poder do marketing para se tornar nova franquia de terror - Divulgação/Universal Studios

Um dos maiores obstáculos dos produtores de filmes de terror hoje em dia é a classificação indicativa. Uma superprodução como “M3GAN” se vê obrigada a tirar de cena o que irá afastar o público e, neste caso em específico, a violência é o primeiro aspecto a ser suavizado. A própria roteirista Akela Cooper  admitiu isso em entrevista: “uma vez que o trailer se tornou viral, os adolescentes se envolveram e você quer que eles vejam o filme”.

Ou seja, com um marketing ferrenho para atrair os mais jovens, era difícil imaginar “M3GAN” com cenas gráficas de violência como o recente “Terrifier 2” - sequência do fenômeno cult lançado em 2016 - ou até mesmo como o quinto “Pânico”, franquia que caminha para o seu sexto capítulo e que já possui público cativo. “M3GAN” ainda é uma novidade, uma aposta, e precisa se preocupar em atrair o máximo de pessoas possível.

Com isso, os produtores decidiram por apostar massivamente em campanhas publicitárias, com diversas ações que integraram cosplays da boneca M3GAN - até mesmo na cabine de imprensa havia uma! - e isso tem funcionado, já que até o momento da publicação desta crítica a produção do diretor Gerard Johnstone beirava os US$100 milhões de dólares faturados. Vale lembrar que “Sorria”, terror que mais arrecadou em bilheteria em 2022, fechou o ano com US$ 216 milhões - e apostou em estratégias semelhantes, lembram dessa?

A ideia de “M3GAN” não é nada nova, uma boneca assassina ou uma inteligência artificial que sai por aí dizimando suas vítimas existe aos montes no cinema. A diferença é a proposta da narrativa. Além de ser um filme com a intenção de atrair uma audiência mais jovem, vide a protagonista vivida Violet McGraw (“Viúva Negra”) - uma criança -, há também a fala da roteirista sobre os adolescentes e ainda as dancinhas da boneca - imagine quantas crianças e jovens não irão repetir seus movimentos no TikTok?

Com isso, junto ao marketing - que já é instigante por si só - a boneca M3GAN se mostra muito mais atraente aos olhos dos pequenos do que o amedrontador Chucky, de “Brinquedo Assassino”, e a diabólica Annabelle, da franquia “Invocação do Mal”. Apesar da estranheza da personagem criada por James Wan - que assina o roteiro ao lado de Akela Cooper - ela realmente se apresenta como uma companhia ideal para crianças.

Na história, Gemma (Allison Williams, de “Corra!”) se torna responsável pela guarda de sua sobrinha Cady (McGraw) após um trágico acidente com os pais da garota. Muito ligada ao trabalho, Gemma não consegue dar atenção à jovem e então lhe dá um protótipo de M3GAN com a intenção de testar a boneca, mas não demora muito para que as coisas saiam do controle.

A partir do instante em que Cady ganha a sua M3GAN, a narrativa ganha contornos interessantes pois busca fugir do aspecto clássico do terror "boneco vs criança". Ao compasso que ambas se aproximam e se tornam inseparáveis, entra em cena certo questionamento ético, já que a boneca praticamente substitui o afeto que Cady deveria receber da tia. Além disso, por se tratar de um protótipo, a boneca é testada de formas no mínimo questionáveis - aqueles exageros de roteiro que sempre perdoamos, afinal, sem eles o longa não existiria.

O único senão de “M3GAN” está justamente em sua estratégia para lucrar - irônico! - pois, ao tentar atrair uma parcela maior de público, a produção praticamente esconde as cenas de violência - que seriam chocantes caso fossem mostradas, dadas as vítimas e o modus operandi da boneca -, infelizmente, para os mais ávidos por sangue e alguma dose de gore, tudo acontece "fora da tela", com isso, o filme não se apresenta tão disposto a traumatizar ou criar um climão de terror, mas sim em faturar para observar o seu potencial de se tornar uma franquia.

Dito isso, “M3GAN” investe em uma narrativa juvenil bastante divertida e não em um enredo que se desenvolve em maior escala - o que poderá frustrar aqueles que estão em busca de tensão -, justamente porque quer justificar a possibilidade de sequências futuras. Ao final, apesar da história ser concluída sem deixar pontas soltas, fica impossível crer que não veremos a boneca assassina retornando em breve. Sabemos bem como a indústria funciona.


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