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“Space Jam: Um Novo Legado” é uma nova chance a uma divertida ideia | #CineBuzzIndica

25 anos após a estreia do primeiro filme, sequência chega aos cinemas nesta quinta-feira (15)

Henrique Nascimento | @hc_nascimento Publicado em 14/07/2021, às 16h15

“Space Jam: Um Novo Legado” é uma nova chance a uma divertida ideia - Divulgação/Warner Bros. Pictures
“Space Jam: Um Novo Legado” é uma nova chance a uma divertida ideia - Divulgação/Warner Bros. Pictures

Se “Space Jam” acontecesse no Brasil, provavelmente assistiríamos a um craque do futebol disputando uma partida emocionante ao lado de clássicos personagens de desenhos animados. E digo isso para que você entenda que, nos Estados Unidos, o basquete é para os norte-americanos como o futebol é para nós: está no sangue.

Por isso que, em 1996, quando “Space Jam: O Jogo do Século” juntou o astro Michael Jordan a PernanlongaPatolinoPiu-piuFrajolaTaz e os outros Looney Tunes, o resultado só poderia ser um empolgante e divertido longa-metragem, que reunia uma paixão nacional à nostalgia dos desenhos animados. Agora, 25 anos depois, a fórmula se repete em “Space Jam: Um Novo Legado”. E quando falo em repetição, é no sentido mais literal da palavra possível.

Na história, LeBron James foi ensinado a sempre priorizar o basquete em detrimento de todos os outros interesses. Não importava o fato de gostar de jogar videogames e outras “distrações”: o mais importante era que aproveitasse o talento que tinha para se tornar um astro do esporte e mudar de vida, como de fato aconteceu. Agora, o basquete é tudo para ele e o atleta tenta passar todos os seus valores para os filhos.

No entanto, Dom (Cedric Joe), filho do meio de LeBron, não é tão fascinado pelas quadras e prefere vivenciar o esporte através da tecnologia, criando um jogo de basquete estilizado. Porém, o pai mal dá bola para o filho, o que faz com que eles se distanciem. Tentando consertar a situação, o astro do basquete leva Dom para um passeio nos estúdios da Warner Bros., para que eles sejam apresentados a um novo projeto, sem terem ideia de que estão caminhando para uma armadilha.

Com a intenção de se tornar ainda maior do que já é, o vilão Al G. Ritmo (Don Cheadle), um algoritmo superdesenvolvido, sequestra Dom e desafia LeBron para uma superpartida de basquete. Caso saia vencedor, o atleta recupera o filho e a sua vida como antes. Do contrário, ficará preso no servidor para sempre.

Para piorar a sua situação, LeBron acaba indo parar no mundo dos “cancelados”, aquele em que vivem (ou, melhor dizendo, viviam) os Looney Tunes, e precisa contar com a ajuda de Pernalonga para montar um time capaz de vencer o vilão. A partir desse ponto, quem já assistiu ao primeiro filme tem uma ideia do que acontece a seguir.

Disfarçado de sequência, o novo “Space Jam” é praticamente um remake de seu antecessor. O filme, no entanto, corrige um ponto importante do longa anterior, tornando-o mais crível: ele inclui uma motivação. Em “Space Jam: O Jogo do Século”, não há um motivo especial para Michael Jordan ajudar os Looney Tunes no grande jogo. A animação não era a favorita do atleta na infância, por exemplo, e meramente aparece como entretenimento para os seus filhos. Há apenas o fato de que os desenhos precisam de alguém para disputar um jogo de basquete e ele topa.

No entanto, no novo longa, tanto LeBron quanto Pernalonga têm motivos para disputarem a partida. O atleta quer reaver o seu filho, com quem precisa se acertar antes que o relacionamento desande de vez. O coelho animado, por sua vez, quer rever os seus amigos, que foram seduzidos por Al G. Ritmo e se mudaram para outros mundos dentro do universo da Warner.

Essa mudança, inclusive, é outro ponto bacana na história, possibilitando que a dupla viaje por diversos mundos, incluindo os da série “Game of Thrones”, da franquia “Harry Potter”, da animação “Rick & Morty”, dos filmes de super-heróis da DC e muito mais. Em alguns momentos, parece até uma grande propaganda para o HBO Max, serviço de streaming da WarnerMedia, que reúne todos esses conteúdos e chegou recentemente ao Brasil (e bem poderia ser).

Com uma história pouco original, o novo “Space Jam” está mais para uma nova versão do seu antecessor com todas as artimanhas visuais que o filme anterior não pôde ter, já que a tecnologia na época não era tão avançada. Dessa forma, saem Michael Jordan e sua tela verde, economicamente inseridos em um mundo 2D, e entram LeBron James e uma série de efeitos especiais de encher os olhos, como os vistos em jogos de videogame. Vale o ingresso, especialmente para os fãs do primeiro filme, mas também para a nova geração, que com certeza se divertirá bastante com a aventura.

 
 
 
 
 
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Space Jam: Um Novo Legado”, que estreia nesta quinta-feira (15), tem direção de Malcolm D. Lee (“Viagem das Garotas”) e roteiro de Ryan Coogler (“Pantera Negra”) e Sev Ohanian. A sequência do longa de 1996 conta com grandes estrelas no elenco, como Sonequa Martin-Green (“Star Trek: Discovery”), Gabriel Iglesias (“Viva – Vida é uma Festa”), Zendaya (“Euphoria”), Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) e Don Cheadle (“Vingadores: Ultimato”). Assista ao trailer: