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Cinema / ENTREVISTA

Jodie Comer fala sobre os desafios de interpretar uma vítima de violência sexual em "O Último Duelo"

Longa dirigido por Ridley Scott ("Gladiador") e co-estrelado por Matt Damon, Ben Affleck e Adam Driver já está nos cinemas

Redação Publicado em 29/10/2021, às 07h30

Jodie Comer interpreta Marguerite em "O Último Duelo" - Divulgação/20th Century Studios
Jodie Comer interpreta Marguerite em "O Último Duelo" - Divulgação/20th Century Studios

Durante muito tempo, Jodie Comer foi conhecida apenas como a misteriosa assassina Villanelle, da série inglesa "Killing Eve", papel pelo qual recebeu um Emmy de Melhor Atriz em 2019. Porém, em 2021, ano em que os cinemas realmente voltaram à ativa, a atriz também levou o seu talento para as telonas e estrelou dois grandes filmes da 20th Century Studios: "Free Guy: Assumindo o Controle", com Ryan Reynolds; e "O Último Duelo", dirigido por Ridley Scott ("Gladiador") e co-estrelado por Matt Damon (da franquia "Bourne"), Ben Affleck ("Garota Exemplar") e Adam Driver (da terceira trilogia "Star Wars".

Nesse último, Comer interpreta Marguerite, esposa do cavaleiro Jean de Carrouges (Damon), que acusa o também cavaleiro Jacques Le Gris (Driver) de tê-la violado, resultando no último dueloaté a morte autorizado em solo francês. Inspirado em fatos reais, a história chegou aos cinemas recentemente e, em entrevista, a atriz falou sobre o desafio de interpretar a personagem em um filme que conta a história de três pontos de vista diferentes:

 “Várias cenas foram escritas duas vezes com o mesmo diálogo, mas tiveram que ser interpretadas de maneiras muito diferentes. Então, com Marguerite, eu precisava interpretar o tipo de memórias e visões de LeGris e Carrouges sobre o que aconteceu", revelou Comer. "Em alguns dias, foi um pouco confuso porque eu estava mergulhando no que aqueles personagens precisavam de mim e pensei: estou fazendo o que preciso fazer para que minha história pareça verdadeira? Então eu acho que provavelmente foi o maior desafio, mas foi definitivamente um que eu realmente gostei".

A atriz ainda falou sobre como foi significativo interpretar Marguerite e a possibilidade de contar o ponto de vista de sua personagem na história a encorajou a aceitar o papel: “Eu realmente me senti empoderada por dar voz a essa mulher. Quando você olha para a história em geral, as vozes e perspectivas das mulheres são apagadas... raramente ouvimos coisas do ponto de vista delas, e com esse filme, tive essa oportunidade. Isso é o que realmente me empolgou em interpretar Marguerite, contou.

Apesar disso, ela também comentou a frustração de ser uma vítima de abuso sexual que decidiu denunciar o que aconteceu com ela e não pode ser "a heroína de sua própria história", dependendo de seu marido para ajudá-la:

“Quando está prestes a ser julgada, Marguerite tem uma fala logo antes do duelo a qual diz ao Carrouges: 'Se eu soubesse o que estava por vir, eu teria feito o que mulheres antes de mim tinham feito: nada'. Acho que naquele momento ela finalmente entende o porquê tantas mulheres ficaram caladas; por causa da magnitude do que está em jogo. Sua vida está em risco, então ela precisa ser a heroína de sua própria história”, declarou.

"O Último Duelo" já está nos cinemas. Nós já assistimos ao filme e, clicando aqui, você confere a nossa crítica.