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Cinema / LUTO

Lina Wertmüller, 1ª mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção, morre aos 93 anos

Italiana concorreu na categoria em 1977 pelo filme "Pasqualino Sete Belezas"

ANGELO CORDEIRO | @ANGELOCINEFILO Publicado em 09/12/2021, às 11h36 - Atualizado às 11h37

Lina Wertmüller, 1ª mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção, morre aos 93 anos - Divulgação/Getty Images: Alberto E. Rodriguez
Lina Wertmüller, 1ª mulher indicada ao Oscar de Melhor Direção, morre aos 93 anos - Divulgação/Getty Images: Alberto E. Rodriguez

Lina Wertmüller, a primeira mulher a conseguir uma indicação ao Oscar de Melhor Direção, morreu nesta quinta (9), na Itália, aos 93 anos.

De acordo com a Variety, a morte de Wertmüller foi noticiada na imprensa italiana e uma amiga da escritora e diretora informou que ela morreu “pacificamente em casa, ao lado da filha e de entes queridos”.

Nascida em Roma, Wertmüller foi expulsa de dezenas de escolas católicas quando criança e desenvolveu um amor precoce por histórias em quadrinhos (especialmente “Flash Gordon”) e teatro soviético. Por meio de amigos, ela foi apresentada ao lendário diretor de cinema Federico Fellini, que rapidamente se tornou seu mentor.

Fellini contratou Wertmüller como assistente de direção em “8½”, de 1963, mesmo ano em que estreou na direção com “I basilischi”, que lhe valeu seu primeiro prêmio de Melhor Direção, no Festival de Cinema de Locarno.

Em 1972, ela fez sua estreia em Cannes com “The Seduction of Mimi”, uma satirização da libido masculina, retornando no ano seguinte com “Love and Anarchy”.

Em 1975, ela estreou seu filme “Swept Away”, que ganhou um remake 27 anos depois dirigido por Guy Ritchie, com Madonna no elenco. Enquanto o original de Wertmüller recebeu aclamação da crítica, ganhando uma série de prêmios, incluindo um de Melhor Direção do New York Film Critics Circle, a refilmagem foi criticada pela crítica e fracassou nas bilheterias.

Sua indicação ao Oscar veio com "Pasqualino Sete Belezas", filme sobre a experiência de um soldado italiano durante a Segunda Guerra Mundial. Embora tenha perdido para John G. Avildsen, de "Rocky - Um Lutador", sua indicação fez história e abriu caminho para eventuais vencedoras como Kathryn Bigelow, que venceu em 2010 por "The Hurt Locker", e Chloé Zhao, que venceu em 2021 por “Nomadland.”

O último longa-metragem de Wertmüller como diretora foi "A Casa dos Gerânios", de 2004.

Em 2019, ela foi premiada com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, além de receber um Oscar Honorário por suas realizações no cinema.

Wertmüller foi casada com o designer Enrico Job entre 1965 e 2008, ano de sua morte, com quem teve uma filha, Maria Zulima Job, que atuou em "Ferdinando e Carolina" e "A Casa dos Gerânios".