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Coronavírus / TRISTE

Médico é apedrejado por familiares de vítima do coronavírus: "Cansei de escolher a quem dar um leito"

Em publicação no Facebook, Daniel Gatica afirmou ter desistido de trabalhar na linha de frente do combate ao vírus

Redação Publicado em 26/09/2020, às 13h52

Médico desiste de atuar na linha de frente do combate ao coronavírus após ser apedrejado por famíliares de vítima - Gerald Oswald/Pixabay
Médico desiste de atuar na linha de frente do combate ao coronavírus após ser apedrejado por famíliares de vítima - Gerald Oswald/Pixabay

Trabalhando na linha de frente no combate ao coronavírus, o médico Daniel Gatica anunciou a sua retirada dos trabalhos em um hospital na Argentina após ser apedrejado por familiares de uma vítima da Covid-19, doença provocada pelo vírus. O anúncio foi feito pelo Facebook, onde relatou as dificuldades dos dias que antecederam o incidente.



"Hoje vivi um dos dias mais tristes da minha vida como profissional. Hoje senti o peso dessa maldita pandemia. Hoje, dia 13 setembro, eu disse: 'Basta, basta'", escreveu Gatica em seu desabafo. "Foram 12 dias de puro estresse, de só dar más notícias, de ter que estar em todo lugar, de não dormir, de comer o que viesse, de não tomar água por horas e horas".

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"De não pode ir ao banheiro, porque até o nosso espaço físico de residência nos tiraram. Espaços que nós, moradores, montamos, pintamos, acondicionamos para podermos ter um banho digno e dormir em uma cama", continuou. "Quantas vezes dormi parado, usando o EPI [Equipamento de Proteção Individual], depois de cuidar de 32, 40 ou 64 pacientes?".

O relato seguiu com o médico lamentando não só as condições em que estava trabalhando, mas todo o estado de calamidade envolvendo a pandemia: "Estou cansado de ter três óbitos em uma tarde ou cinco em uma noite e saber que nunca há camas em terapia, que estamos sozinhos, que não adianta incomodar e [é preciso] se virar com o que temos", declarou.

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"Somos residentes [e] tudo para quê? Para receber isso, uma agressão física e à alma de uma sociedade hipócrita e injusta, que quando tinha que se cuidar, tudo era 'dane-se, dane-se'", ainda disse o médico. "Hoje digo 'basta', hoje sinto que fracassei, hoje deixo o lugar que amo, o lugar que me ensinou, que me guiou, que fez o bom e o mau que eu sou".

"Não posso mais. Obrigado a todos que se preocuparam comigo, obrigado por tudo. Mas a minha saúde mental chegou até aqui. O meu esforço físico e espiritual. Não dá mais". Na Argentina, até a manhã deste sábado (26), os casos de infecção estavam em 691.222, com 15.208 mortes. Globalmente, já são mais de 32 milhões de casos e o número de mortes se aproxima de 1 milhão, com 989.380 óbitos. Confira a publicação completa:

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