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Chadwick Boseman morreu no mesmo 28 de agosto do discurso histórico de Martin Luther King

O eterno Pantera Negra faleceu após lutar contra um câncer no cólon por quatro anos

Redação Publicado em 29/08/2020, às 15h53 - Atualizado às 17h12

Chadwick Boseman como Pantera Negra e Monumento de Martin Luther King em Washington, EUA - Mark Wilson/Getty Images/Divulgação/Marvel
Chadwick Boseman como Pantera Negra e Monumento de Martin Luther King em Washington, EUA - Mark Wilson/Getty Images/Divulgação/Marvel

Uma coincidência envolvendo a data da morte de Chadwick Boseman chama atenção pelo significado. Isso porque o eterno Pantera Negra morreu no mesmo 28 de agosto do histórico discurso de Martin Luther King, personalidade símbolo da luta antirracista. 

O ator nos deixou na última sexta-feira (28) após lutar - sem divulgação pública - contra um câncer de cólon por quatro anos. Seu principal papel nas telonas marcou a história da indústria cinematográfica por dar vida ao primeiro super-herói negro da Marvel. O Rei de Wakanda, país fictício na África, trouxe a representatividade de forma que a população negra nunca havia visto nas telonas.

Em contrapartida, há 57 anos, em 28 de agosto de 1963, Martin Luther King proferiu o famoso discurso “Eu tenho um sonho”, quando mais de 250 mil cidadãos negros se reuniram para a “Grande Marcha”, em Washington DC, capital dos Estados Unidos, 

Por 17 minutos, King discursou em frente ao Lincoln Memorial com o objetivo de pregar o fim do racismo e melhores condições de trabalho para os negros. Ele afirmou que lutava por uma terra livre e com oportunidades iguais, onde “nossos filhos não fossem julgados pela cor de suas peles, mas pelo seu conteúdo e seu caráter”.

Martin Luther King ganhou o Prêmio Nobel da Paz no ano seguinte por combater o racismo nos EUA através da resistência não-violenta. Ainda em 1964, o Congresso americano aprovou a Lei dos Direitos Civis, uma reforma na Constituição americana que proibia diversas leis de segregação racial.

+ Leia Mais: Chadwick Boseman já lutava contra câncer quando estrelou Pantera Negra

Com mais de 50 anos de diferença, as duas personalidades deixaram suas marcas na História como símbolos na luta contra o racismo. Chadwick Boseman deixa um grande legado de representatividade no cinema como estrela de um filme majoritariamente negro que garantiu três estatuetas do Oscar