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Menina de 8 anos morre eletrocutada por enfeite de Natal

Tragédia aconteceu em Caldas Novas, Goiás

Redação Publicado em 30/11/2020, às 15h02

Caso teve repercussão nacional - Transmissão/Record TV
Caso teve repercussão nacional - Transmissão/Record TV

Uma criança de 8 anos faleceu após sofrer uma descarga elétrica ao encostar em uma estrutura metálica da decoração natalina de uma praça em Caldas Novas (GO).

Ao UOL, Rejainy Honória Almeida e o marido Roberto Franco, afirmaram que vão lutar por justiça para que nenhuma outra família passe pelo o que ela está vivendo. Ela afirmou que sua filha "era um anjo".

Os pais da criança, que são empresários no ramo de laticínios, donos da Dalac, decidiram passear em família na praça Mestre Orlando, localizada na região central da cidade, onde a fatalidade aconteceu com Júlia Honória, de 8 anos.

"Minha filha ama tirar fotos e me pediu que tirasse uma dela próximo à árvore de natal que está sendo montada, tirei... Que foto linda. Sentamos próximo ao lugar onde será montado um túnel de luzes e ali minhas três crianças brincavam alegres, porque depois de dez meses [por conta da covid-19] levei elas no centro. E, em uma destas brincadeiras, bem ao nosso lado, ela segurou no ferro que sustenta a base do túnel e ali as duas mãos dela ficaram pregadas", lembrou Rejainy.

A empresária relatou que ligou para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), e que a ambulância não demorou para chegar no local. "Mas no trajeto da praça ao Hospital Nossa Senhora Aparecida ela teve uma parada cardíaca e tentaram reanimá-la. Chegando no hospital, já foi atendida rapidamente, onde toda uma equipe tentou salvar minha pequena Júlia, mas sem sucesso", lamentou.

A mãe afirma que a menina era muito especial. "Era alegre, gostava de brincar, tirar foto, muito obediente, não fazia nada sem pedir, estudiosa. E amava ir na igreja e aprender a palavra de Deus, era uma filha exemplar", descreveu.

Ainda de acordo com o site, o delegado da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Rodrigo Pereira, afirmou que a polícia tem "o objetivo de apurar as circunstâncias da morte e de individualizar as respectivas responsabilidades".