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"Pacto Brutal": Guilherme de Pádua, assassino de Daniella Perez, quis mostrar o pênis à polícia como evidência

"Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez", lançado na HBO Max, conta a história de um dos crimes mais polêmicos do Brasil

Thamyris Couto | @thamy_couto Publicado em 20/07/2022, às 11h10 - Atualizado em 26/07/2022, às 12h00

Assassino de Daniella Perez quis mostrar o pênis à polícia como evidência - Divulgação/Globo
Assassino de Daniella Perez quis mostrar o pênis à polícia como evidência - Divulgação/Globo

"Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez" chegou à HBO Max na última quinta-feira (21) e, em episódios lançados semanalmente, pretende elucidar um dos crimes mais chocantes da história brasileira. Em 28 de dezembro de 1992, Guilherme de Pádua, colega de elenco de Daniella Perez na novela "De Corpo e Alma", emboscou a atriz e, com a ajuda da então esposa, Paula Nogueira Thomaz, matou a intérprete de Yasmin no folhetim com diversas punhaladas, antes de abandonar o corpo em um matagal na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Um dos trechos do documentário,chamou a atenção do público ao trazer o depoimento de José Muiños Piñeiro Filho, promotor do caso e hoje desembargador de Justiça. Na cena em questão, ele relembrou quando Pádua, que confessou ter assassinado a atriz, teria se oferecido para mostrar o pênis à polícia para provar sua inocência.

A ação chocante teria acontecido no dia seguinte ao assassinato de Daniella, enquanto o também protagonista de "De Corpo e Alma" prestou seu depoimento. Pádua tinha o nome da então mulher, Paula Thomaz, tatuado no órgão genital e queria mostrar às autoridades que havia cometido o crime por amor a ela.

Apesar de ter confessado matar Daniella, seu par romântico na novela do horário nobre da Globo, ele teria dado diferentes versões para o crime e para seu relacionamento com a atriz. Segundo Piñeiro Filho, em um dos relatos, Pádua teria dito que Daniella o assediava, insistia para que eles tivessem um caso porque seu casamento com o ator Raul Gazolla não ia bem.

E para provar sua fidelidade a Paula e tornar mais consistente seu depoimento, o ator tentou mostrar o pênis tatuado. "Ele disse que a Daniella o estaria assediando, que teria interesse sexual, amoroso nele. E que ele estava começando a ter preocupação porque estava percebendo que isso estaria se refletindo, talvez por influência dela, na redação da mãe", diz o promotor do caso, em referência ao folhetim "De Corpo e Alma", que ambos estrelavam e que era escrito pela mãe da jovem, Glória Perez.

"Ela estava chegando a ameaçá-lo, então ele diz que, para encerrar isso, ele a convenceu a conversar, mas que foi Daniella quem o levou àquele local", contou o desembragador fazendo uma refência ao lugal onde o corpo da atriz foi encontrado. Em algumas cenas do primeiro episódio, é possível ver que fotos do pênis do ex-ator foram tiradas e anexadas ao processo:

"Ele quis se apresentar nesse primeiro momento como aquele homem heróico, que estava se sacrificando pela mulher que estava grávida, com quem ele vivia muito bem a ponto de se tatuar com o nome dela. Ele se oferece pra mostrar o pênis dele, porque tinha uma tatuagem, numa declaração de amor à mulher. E ao meu ver, eu estou convencido, ele queria já ali insinuar o envolvimento da mulher", completou José Filho.

SOBRE O CASO

Daniella Perez foi morta no dia 28 de dezembro de 1992, em um caso que chocou o Brasil. Na época, ela interpretava a personagem Yasmin na novela "De Corpo e Alma", mesma produção televisiva em que Guilherme de Pádua Thomaz estrelara.

O ator ficou nacionalmente conhecido por ter brutalmente a assassinado, com ajuda de sua ex-esposa, Paula Nogueira Peixoto. Ao todo, a perícia identificou dezoito golpes de punhal na jovem de apenas 22 anos. 

Seu corpo foi encontrado em um terreno baldio, no Rio de Janeiro, com as feridas causadas pela tesoura. Guilherme foi indiciado como o mentor do crime, sob cumplicidade de sua esposa Paula Thomaz, após tentar fazer com Daniella pedisse para a mãe aumentar seu papel na novela.

O casal foi condenado a 16 e 19 anos de prisão, respectivamente, em 1997. Em 1999, depois de terem cumprido apenas seis anos da pena, ambos deixaram a prisão.


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