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“Não Foi Minha Culpa: México”: Confira quem são as mulheres por trás da série sobre violência de gênero

Produção desenvolvida chega ao Star+ pelas mãos de diretoras, roteiristas, pesquisadoras e compositoras

ANGELO CORDEIRO | @ANGELOCINEFILO Publicado em 22/03/2022, às 16h42

As diretoras Ana Lorenas Pérez Ríos, Lucía Gajá e Julia Rivero - Divulgação/Star+
As diretoras Ana Lorenas Pérez Ríos, Lucía Gajá e Julia Rivero - Divulgação/Star+

“Não Foi Minha Culpa: México”, série do Star+ que chega ao streaming nesta semana, relata histórias de violência de gênero através da ficção.

A produção é inspirada em acontecimentos reais de mulheres vítimas de feminicídios e pessoas afetadas por todos os tipos de violência de gênero de diferentes idades, classes sociais e origens, e estará disponível na íntegra a partir da data de estreia.

A versão mexicana será a primeira versão de "Não Foi Minha Culpa", que estreará no Star+ nesta quarta (23). "Não Foi Minha Culpa: Colômbia" e "Não Foi Minha Culpa: Brasil" terão datas anunciadas em breve.

A forte marca feminina em "Não Foi Minha Culpa: México" é evidente nas histórias e na presença de mulheres por trás das câmeras, reunidas em uma talentosa equipe de diretoras, roteiristas, compositoras e mais profissionais da indústria audiovisual que contribuíram com seus olhares sensíveis e pessoais para a história.

DIRETORAS

"Não Foi Minha Culpa: México" é dirigida por Ana Lorenas Pérez Ríos, Lucía Gajá e Julia Rivero, três cineastas que, a partir de suas perspectivas e pontos de vista únicos, comprometeram-se fortemente com as comoventes histórias de violência contadas na série.

Pérez Ríos chegou ao projeto depois de dirigir peças de teatro como "Monólogos da Vagina", "Besame Mucho" e "Visitando o Sr. Green", e se destacar na direção de séries recentes como "Médicos: Línea de Vida" e novelas como "Para Volver a Amar".

Para Gajá, entretanto, a produção está alinhada com seus temas de interesse, já que dirigiu diversos documentários e docu-series ligados às injustiças sociais, entre eles se destacam "Heróis Cotidianos" e "Batallas Íntimas", assim como o documentário "Mi Vida Dentro", vencedor de dois prêmios no Festival de Cinema de Morelia.

Finalmente, Rivero é reconhecida por sua pesquisa e assessoria sobre culturas indígenas para projetos audiovisuais. Em 2018, além de desempenhar este papel, codirigiu episódios da minissérie "Malinche", sobre a mítica escrava indígena da época da conquista, que se tornou tradutora e conselheira do conquistador espanhol Hernán Cortés. Um ano depois, foi supervisora de set da série "Hernán", dedicada ao conquistador.

A equipe de cineastas contou ainda com a participação da diretora de fotografia Ximena Amann, famosa por seu trabalho em filmes premiados como "Los Días Más Oscuros de Nosotras" e "¡Animo, juventud!", além do documentário lançado em 2020, "Abrir la Tierra".

ROTEIRISTAS

Por trás das histórias retratadas na tela está um quarteto de mulheres roteiristas formado por Ana María Parra Vázquez, Emi Salde, Alicia Flores e Dariela Pérez.

Com formações e trajetórias diferentes, elas trabalharam cada caso real usado como inspiração na série com delicadeza, pesquisa e respeito, dando vida no papel aos dez episódios de ficção que compõem "Não Foi Minha Culpa: México".

Na qualidade de Chefe de Desenvolvimento da BTF Media, a produtora da série, Parra Vázquez liderou o desenvolvimento dos roteiros, função que soma à sua extensa carreira como roteirista e adaptadora de conteúdo audiovisual em diversos países da América Latina.

Entre outros projetos, ela é criadora da novela colombiana "Francisco el matemático", as séries "K-Dabra" e "Lynch", as versões colombiana e equatoriana de "Amas de Casa Desesperadas", e as séries "Cuando Vivas Conmigo", "Laura", "Una Vida Extraordinaria" e "Sempre Bruxa".

Dariela Pérez, por sua vez, juntou-se ao projeto depois de escrever o longa-metragem de 2020, "Guiexhuba", e os curtas-metragens do mesmo ano "Historias de la Baja Sur", "Sexo Limpio" e "Isaías 9:26".

Emi Salde colaborou nas equipes de direção e produção em projetos como "Su nombre era Dolores", "El César" e "El secreto de Selena", antes de se juntar à equipe de "Não Foi Minha Culpa: México".

Alicia Flores, por fim, agregou sua experiência em pesquisa para conteúdo audiovisual, liderando o processo de investigação dos casos retratados na série.

COMPOSITORAS

O espírito de sororidade também chega à trilha sonora de "Não Foi Minha Culpa: México", criada pelas gêmeas Josefa e Esperanza de Velasco, duas das mais prestigiadas compositoras e arranjadoras do México, reconhecidas por terem conduzido as orquestras sinfônicas de diferentes cidades mexicanas, bem como por suas colaborações com artistas de renome internacional e sua participação em trilhas sonoras de longas-metragens.

Na série, as composições das irmãs Velasco são interpretadas pela Orquestra Sinfônica Sororidad, um grupo de 80 mulheres artistas que, por meio de sua música, promovem conversas sociais sobre a violência de gênero e o feminismo.

A temporada completa de "Não Foi Minha Culpa: México" estará disponível a partir de 23 de março exclusivamente no Star+.