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Rafael Cortez fala sobre "Voluntários: Tudo Pela Ciência", seu novo programa

CineBuzz conversou com o humorista sobre a nova produção que mistura ciência e muita diversão

Thamyris Couto| @thamy_couto Publicado em 18/02/2022, às 13h00

"Voluntários - Tudo Pela Ciência": Saiba mais sobre o programa apresentado por Rafael Cortez - Divulgação/National Geographic
"Voluntários - Tudo Pela Ciência": Saiba mais sobre o programa apresentado por Rafael Cortez - Divulgação/National Geographic

"Voluntários - Tudo Pela Ciência" é a nova série do National Geographic Original Productions, que já está disponível no Disney+. Apresentada pelo humorista Rafael Cortez, a produção desenvolvida inteiramente na América Latina procura responder algumas das perguntas mais comuns da vida cotidiana através de experiências divertidas com voluntários. 

Questionamentos sobre "Por que alguns sons incomodam mais que outros?", "Quanto frio um ser humano pode suportar?", "Por que dói tanto arrancar um pelo do nariz?" e muitas outras são respondidas nesta aventura científica. Então, para saber como tudo funciona, os convidados vão examinar as teorias científicas por trás delas e comprová-las de uma forma divertida: testando-as no próprio corpo humano. 

Dentre eles, temos Micaela Lapegüe, Armando Álvarez, Camilo Pugliato, Esteban Mascó e Angietta Rodriguez que, em nome da ciência e com humor como ferramenta, sujeitam-se aos experimentos e a posterior análise das provas. "Voluntários - Tudo Pela Ciência" estimula a curiosidade, incentiva a exploração e desperta o interesse pela ciência a partir de uma perspectiva divertida e cotidiana.

Em uma conversa exclusiva com Rafael Cortez, o humorista contou mais sobre os bastidores da produção, que conta com quatro episódios de 20 minutos, sobre as experiências malucas e poder trabalhar em algo que mistura educação e humor.

 

Rafael, você que já está acostumado com o humor e muita diversão durante seus trabalhos, como foi participar do programa que traz isso junto com a educação?

Foi demais. Eu sempre apostei que algumas disciplinas do conhecimento humano deveriam ser transmitidas com um densegessamento. Isso se aplica muito as ciências exatas, e eu sempre fui de humanas, que era onde tinham as historinhas, havia uma humanização e algo mais descolado no ensino da minha época.

Então, o "Voluntários" mexe com um ponto que eu acredito, que o conhecimento pode chegar até as pessoas de uma maneira mais gostosa, principalmente com as crianças que acabam "pegando ranço". Por isso, a série é uma oportunidade de aprender sobre equilíbio, sobre peso, massa, espacialidade, pressão, descompressão. O que é tudo isso se não explicado de uma maneira que você fale "nossa, que legal"?!

Eu adoro esse novo viés sobre as exatas. Eu acho isso fundamenal.

 

De todos os projetos que você já esteve presente, esse parece ser o mais fora da curva, né? Então o que te fez querer fazer parte dele e com qual objetivo?

Sendo bem honesto, a primeira motivação para aceitar foi ser da Disney. Ela tem isso a favor dela, toda sua produção faz com que as pessoas queiram partivipar de algum projeto do estúdio. Foi a primeira coisa. E eu já trabalhei dublando duas animações, uma delas o Félix de "Detona Ralph".

Eu aceitei mesmo tendo problemas com logísticas, por conta da Covid-19, porque eu adoro trabalhar para a Disney, independente de onde minha carreira esteja. Eu fico muito feliz e lisonjeado, de em um momento como esse, eles estarem me chamando para fazer algo. Essa é minha entrega, é passional. Eu sou muito grato e é muito bom quando a gente é escolhido em detrimento do próximo.

 

Como foi essa rotina e logística de gravação, já que os episódios foram filmados na Argentina?

Olha, eu não acompanhei a gravação das provas com os voluntários, é uma pena inclusive. Eu já sou fã deles, totalmente, especialmente do cara que perde a sobrancelha no primeiro episódio. Ele tem um timing de comédia, ele é muito exagerado e é exatamente o que eu acredito dentro da comédia. 

Eu não vi as gravações, infelizmente. Pensar também que foi uma série gravada durante a pandemia em padrão Disney, mas também com zelo Disney. Ela é muito caprichosa com tudo, mas eu tenho certeza que ela é muito cuidadosa. Então deve ter tido um aparato muito severo para poder gravar aquilo, não só com segurança médica.

Gravamos aqui em São Paulo mesmo, com uma infraestrutura muito caprichosa e zelosa. Eu fui igual esses degustadores de vinho, que gira o vinho na taça, dá uma goladinha e não pode tomar a taça inteira, essa é a analogia que eu faço.

 

Das experiências que vocês fizeram ao longo das gravações, qual foi a mais divertida e a mais desafiadora?

Olha, eu vi coisas absolutamente incríveis que o cara tem que ser muito valente. Tem um de banheira de gelo, coisa que eu também já fiz. O comediante está sujeito a viver algumas coisas na prática aqui. Teve uma, como se cortar com um papel, que eu não consigo. Eles são loucos, não dá para fazer.

Mas, a mais, foi um episódio que é o "cortar com o papel". É algo tão simples, mas eu tenho uma aflição tão grande. Os testes de dor, eu não seria a pessoa ideal a fazer. Eu sou meio fresco para dor, homem, né? Dor não é comigo, mas resistência e pressão é mais a minha cara.

 

E para a gente encerrar, como você convenceria o público para assistir “Voluntários”? Claro, com todo seu carisma, que a gente já está acostumado.

Simples, assista porque você vai se divertir muito e "de quebra" vai aprender algo muito legal. É isso, essa é a lógica da série.

"Voluntários - Tudo Pela Ciência" já está disponível para os assinantes do Disney+.

 


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