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Mulheres que estão por trás de grandes conquistas - e talvez você nem saiba!

Livros sobre histórias de mulheres que estão por trás de grandes conquistas

Redação Publicado em 08/03/2020, às 13h48

Mulheres que estão por trás de grandes conquistas - e talvez você nem saiba! - Reprodução/Amazon
Mulheres que estão por trás de grandes conquistas - e talvez você nem saiba! - Reprodução/Amazon

Ao longo da História, pudemos presenciar inúmeras descobertas e experimentos que mudaram nossas vidas nas mais diversas áreas - seja na tecnologia, na ciência, na física, entre muitas outras. O fato curioso é que, quando procuramos saber mais sobre esses feitos, a grande maioria dos nomes de impacto que encontramos são apenas de homens.

Problemas relacionados à questões de gênero sempre estiveram presentes na nossa sociedade. Antigamente, mulheres dedicadas à ciência eram apenas consideradas “assistentes” dos homens, e tinham suas conquistas desmerecidas ou apagadas pelo machismo. Por isso, hoje, no Dia Internacional da Mulher, reunimos algumas histórias de mulheres que contribuíram e foram essenciais para o desenvolvimento da humanidade, mas não receberam os devidos créditos. Confira:

 

  • Mileva Maric:

 

Primeira mulher a estudar física durante o Império Austro-Húngaro, em 1896, Mileva também tornou-se a primeira a estudar no Instituto Politécnico, na Suíça. Foi lá que conheceu Albert Einstein que, mais tarde, se tornou seu marido. O que muita gente não sabe é que Einstein não era tão bom aluno assim - e quem o ajudava a resolver os exercícios de classe era Mileva. 

Na primeira versão que Einstein publicou sobre a teoria da relatividade, o nome de Mileva aparecia como como sua co autora, mas desapareceu nas edições seguintes. No entanto, em diversas cartas trocadas pelo casal e encontradas por historiadores, Einstein refere-se à teoria como “nosso trabalho”. Apesar de ter contribuído essencialmente na teoria, a física teve seu mérito excluído.

 

  • Jocelyn Bell Burnell:

 

Nascida em 1943 na Grã-Bretanha, a astrofísica tornou-se responsável por uma das descobertas mais importantes da astronomia na década de 1960, que mudou a visão de pesquisadores sobre o Universo: os Pulsares, estrelas de nêutrons que transformam energia rotacional em energia eletromagnética. 

No ano de 1974, sua descoberta ganhou o Prêmio Nobel de Física, mas seu nome não foi mencionado na homenagem. Apenas em 2018 a cientista teve seu trabalho reconhecido e ganhou US$ 3 milhões no Prêmio Especial de Inovação em Física Fundamental, do Breakthrough of the Year. A quantia foi doada para o Instituto Britânico de Física, com o intuito de criar bolsas de estudos. Hoje, aos 75 anos, Jocelyn é professora na Universidade de Oxford.

 

  • Marie Curie

 

Nascida em Varsóvia, na Polônia, em 1867, Marie Curie sempre teve interesse na área da ciência. Conhecida como a “mãe da Física Moderna”, foi a primeira - e única - mulher a ganhar o Prêmio Nobel duas vezes: a primeira em 1903, em Física, por descobrir a existência da radioatividade natural; e a segunda em 1910, em Química, por descobrir dois novos elementos químicos, o polônio e o rádio. 

Sua descoberta foi extremamente importante para a ciência e, após a morte de Pierre, seu marido e parceiro de trabalho, Marie passou a lecionar e realizou diversas outras descobertas - entre elas o radiógrafo, equipamento utilizado na Primeira Guerra Mundial.

 

  • Caroline Herschel

 

Conhecida por ser a primeira mulher astrônoma da História, Caroline Herschel nasceu em 1750, na Alemanha. Aos 10 anos de idade contraiu tifo, e a doença acabou afetando seu crescimento. Por acreditar que nunca conseguiria de casar, sua mãe sempre insistiu para que fosse treinada para ser uma governanta. 

No entanto, após a morte de seu pai, mudou-se para a Inglaterra com seu irmão, William, que era apaixonado por astronomia e matemática - e fez com que a jovem também aprendesse sobre os dois temas. Em 1781, os dois irmãos descobriram, juntos, a existência do planeta Urano. William tornou-se reconhecido no meio científico e nomeado astrônomo do tribunal, com Caroline sendo sua assistente. Anos depois, foi a primeira mulher a descobrir cometas e, em seguida, passou a receber salário pelos seus serviços como astrônoma do rei. Em 1835, consagrou-se como membro da Real Sociedade Astronômica de Londres.

 

  • Rosalind Franklin

 

Nascida em Londres no ano de 1920, Rosalind Franklin sempre se destacou nas aulas de ciência. Contrariando a vontade de seus pais, decidiu seguir a profissão aos 15 anos, e estudou física-química na Universidade de Cambridge. Tornou-se uma pesquisadora renomada na área de biologia molecular, graças ao seu trabalho sobre a difração dos raio-x e a descoberta do formato helicoidal do DNA. 

Em 1953, seu projeto foi roubado por Maurice Wilkins, seu colega de trabalho. Cinco anos depois, Franklin faleceu devido a um câncer no ovário, e nunca teve a verdadeira história de suas descobertas revelada em vida.

Para saber mais histórias de mulheres incríveis na ciência, confira essas dicas de livros disponíveis na Amazon:

1. As cientistas: 50 mulheres que mudaram o mundo 

2. Mulheres que ganharam o Prêmio Nobel em Ciências

3. Mulheres na luta: 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade: 

4. Histórias de ninar para garotas rebeldes: 

 

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