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Cinema / ENTREVISTA

"Depois do Universo": Diego Freitas, Giulia Be e Henry Zaga falam sobre bastidores, inspirações e expectativas

CineBuzz bateu um papo exclusivo com os atores e com o diretor do longa da Netflix

ANGELO CORDEIRO | @ANGELOCINEFILO Publicado em 27/10/2022, às 11h00 - Atualizado em 03/11/2022, às 16h20

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"Depois do Universo": Diego Freitas, Giulia Be e Henry Zaga falam sobre bastidores, inspirações e expectativas - Divulgação/Netflix/Crédito: Nat Odenbreit
"Depois do Universo": Diego Freitas, Giulia Be e Henry Zaga falam sobre bastidores, inspirações e expectativas - Divulgação/Netflix/Crédito: Nat Odenbreit

Os filmes brasileiros vêm se mostrando grandes queridinhos entre o público ao redor do mundo: nesta semana, duas produções nacionais, o romance "Depois do Universo" e a comédia "Esposa de Aluguel", chegaram ao Top 10 global da Netflix.

"Depois do Universo", estrelado por Henrique Zaga e Giulia Be, é o quarto filme de língua não-inglesa mais visto globalmente, com 12.36 milhões de horas assistidas. Lançado na última quinta-feira (27), o romance dramático entrou na lista dos Top 10 filmes em 43 países, entre eles Argentina, Alemanha, Chile, Espanha, Israel, Itália, Portugal, Suíça, Venezuela e, claro, Brasil.

Fico muito emocionado e honrado em ver 'Depois do Universo' ganhando o mundo. Buscamos trazer esperança e mostrar o lado bom da vida por meio de uma história sensível. Esse resultado prova que, independentemente do idioma e, acima de tudo, o amor é universal”, diz o diretor Diego Freitas.

"É a prova de que podemos produzir bons filmes brasileiros e de gêneros diferentes que agradam tanto ao público nacional quanto ao internacional", finaliza o produtor André Carreira.

"Eu queria falar sobre pessoas que fazem diferença", é o que defende Diego Freitas, diretor de "Depois do Universo", romance nacional que conta uma história de amor e música sobre um delicado momento de perda de esperança, mas também de perseverança no futuro.

Na trama, Nina (Giulia Be) é uma jovem e talentosa pianista que vê seus sonhos se perderem entre sessões de hemodiálise e a espera por um transplante de rim. Mas o romance com o jovem médico Gabriel (Henrique Zaga) a ajuda a superar suas inseguranças e lutar por seu objetivo de tocar nos palcos junto à Orquestra Sinfônica de São Paulo.

O CineBuzz bateu um papo exclusivo com o diretor Diego Freitas ("O Segredo de Davi") e com os atores sobre a produção que chega ao catálogo da Netflix nesta quinta-feira (27). Confira a seguir:

CineBuzz: De onde surgiu a ideia de "Depois do Universo"?

Diego: Eu vim do cinema do terror, fazia filmes mais complexos, e quando eu escrevi e dirigi "A Volta para Casa", em 2019, eu queria falar com a dona de casa. Eu achei o poder do audiovisual tão interessante, como conseguimos falar de coisas da vida que são difíceis de se encarar.

Essa semente ficou em mim, daí veio a pandemia, o cinema brasileiro entrou em uma crise muito grande, etc. Eu queria usar essa coisa de falar com as pessoas "normais", eu queria fazer uma história que me emocionasse e me movesse, e como sempre gostei muito de romance, eu queria falar um pouco sobre isso, e aí veio pronta na minha cabeça a história da Nina, paciente que precisa de um transplante de rim.

Eu quis falar um pouco sobre a hemodiálise porque eu já tinha uma experiência com isso devido a alguns familiares. É um lugar cercado de preconceitos, as pessoas não conhecem, acham que é um sentença de morte, "nossa, vai fazer hemodiálise, sua vida acabou", e pelo contrário, a hemodiálise é uma ferramenta para você continuar vivendo, para poder ir atrás dos seus sonhos.

Todo mundo na vida passa por dificuldades, cada um tem a sua, e acho legal quando pessoas aparecem na sua vida para te mostrar que você pode ser mais do que você é, que você pode ir atrás dos seus sonhos, e o Gabriel (personagem de Henrique Zaga) é essa pessoa. Eu já tive pessoas assim que passaram na minha vida. Quando você acha que tudo vai dar errado, alguém vai lá e te dá a mão, te joga pra cima. Eu queria falar sobre essas pessoas que fazem diferença.

CineBuzz: O público pode relacionar "Depois do Universo" a filmes como "A Culpa é das Estrelas", você buscou inspiração em alguma obra ou autor? Caso o público compare o seu filme com esse citado, você ficaria chateado?

Diego: Não, eu acho ótimo. "A Culpa é das Estrelas" é um filmaço, é um filme muito competente e que as pessoas adoram. Eles são filmes diferentes mas, de qualquer maneira, compartilham dos mesmos temas e do mesmo público. Acho legal trazer uma opção brasileira com qualidade. É uma comparação bonita e com certeza um filme que me inspirou muito.

CineBuzz: Falando em inspiração, enquanto você escrevia o roteiro, você buscou inspiração em outros autores, cineastas ou pessoas?

Diego: Sim, eu sempre gostei muito do James Cameron, um dos meus cineastas favoritos, e ele tem uma carreira muito particular, começou fazendo "Piranhas 2", e ele fez "Titanic", um grande Romeu e Julieta, um grande épico, um romance trágico. Eu pensei "se eu vier a ser 0,1% do que o James Cameron é, já fico muito feliz".

Além do James Cameron, eu gosto das Irmãs Wachowski ("Matrix"), do Fernando Meirelles ("Cidade de Deus"), do Walter Salles, e o próprio "Central do Brasil" é um filme que sempre me inspira muito, por isso temos o encontro do casal na Estação da Luz, em São Paulo. Enfim, a gente sempre tem nossas referências e a nossa história de vida, e o filme é sempre um reflexo de quem você é.

CineBuzz: Você já trabalhou com o Lima Duarte, um veterano do cinema brasileiro, e agora com a Giulia Be, que está iniciando no cinema, e o Henry Zaga, que tem alguns trabalhos a mais. Mas o que você prefere, o ator mais veterano ou o mais jovem?

Diego: Eu gosto dos dois, ambos trazem coisas legais pro jogo. Um ator veterano tem muitos recursos técnicos. O João Miguel, que interpreta o Alberto, pai do Gabriel no filme, me perguntavam por qual olho ele devia chorar mais. É nesse nível.

Em relação à Giulia, ela não tem esse ferramental, mas ela tem muito instinto. Ela tem talento pra caramba. Ensaiamos por um mês com ela. Durante a amanhã ela tinha aulas de piano, ela tinha que reproduzir peças muito difíceis. Foi um trabalho de preparação muito intenso.

O Henrique faz filmes e séries nos Estados Unidos, e existe todo um jeito de pensar ator por  lá. E isso trouxe uma outra perspectiva para mim e para o o filme. Cada ator é de um jeito, você tem que entender como ele é como indivíduo e quais estratégias você tem que usar para ele chegar aonde você quer que ele chegue.

CineBuzz: A Giulia Be e o Henry Zaga tiveram liberdade para improvisar? O que mais te surpreendeu no set?

Diego: Temos o roteiro, obviamente, mas o cinema é uma arte de colaboração, de muita gente, temos 200 pessoas na equipe e cada uma dessas pessoas está trazendo algo, do fotógrafo aos atores. Parte do meu trabalho é filtrar o que cada uma delas traz. Então as improvisações são sempre bem vindas, o diretor tem que capturar o melhor que a pessoa está te dando.

E o que mais me surpreendeu foi a Giulia. Ela é uma estrela, eu fiquei chocado de como ela não tinha feito nenhum filme ainda, fiquei me perguntando "como não?". Ela tem muito domínio da câmera, dá várias versões da mesma cena. A química entre os dois também me surpreendeu, virou um casal que eu fiquei apaixonado. E o Léo Bahia também me surpreendeu, o personagem dele, o Yuri, ficou muito mais legal com a vida que ele deu do que com o texto.

CineBuzz: E de onde veio a inspiração para o Yuri?

Diego: Tem um clichê do amigo gay sempre ser o melhor amigo da mulher, ele vai falar sobre a maquiagem e o cabelo dela. E em "Depois do Universo", o Yuri é gay, quer um amor e é melhor do Gabriel, e eles moram juntos. E é sobre isso!

Estamos em 2022, caramba! Todas pessoas que têm seus sonhos são complexas, e é importante mostrar essa relação saudável entre um hétero padrão e um cara que é gay e quer casar. Os gays também precisam casar, eles querem ter filhos e eu acho isso importante. Eu adoro o personagem do Yuri, queria uma série só dele, fica a dica aí, Netflix.

CineBuzz: O filme é um drama pra fazer chorar, sem dar spoilers, qual foi a cena que mais emocionou o set?

Diego: São vários momentos, mas a que mais me emociona é o concerto surpresa. Ao falar surpresa já é um spoiler, mas tem uma surpresa que é feita para a Nina e, coincidentemente, foi uma das primeiras cenas que gravamos. Ninguém se conhecia muito bem ainda, claro que já tínhamos ensaiado, mas ninguém tinha gravado nada ainda e já tivemos que gravar uma cena tão impactante e que se tornou uma das minhas favoritas.

A seguir, confira a entrevista com os atores Giulia Be e Henrique Zaga.

CineBuzz: Como foi a preparação para viver seu personagem, o Gabriel?

Henrique: Nós fizemos um intensivo com a Dra Ana Sasaki, que foi excepcional em nos ensinar tudo sobre a hemodiálise, a conhecer toda a rotina do paciente que faz diálise 3 a 4 vezes por semana. Tive o prazer de acompanhar o super médico Roberto Roecker no GRAAC, que é um hospital excelente de São Paulo que trata de crianças com câncer. O Dr Roberto é um super herói mesmo, no mundo real. Ele tem uma agenda intensa e ainda foi muito bacana de me deixar segui-lo nas consultas e nas conversas com outros médicos, para realmente viver o dia a dia intenso de um médico como o Roberto.

CineBuzz: Houve algum tipo de preparação especial para saber mais sobre o lúpus?

Giulia: Antes de começar as gravações, tivemos um mês e meio de preparação em que eu tive contato com pacientes de hemodiálise, entendendo mais a rotina deles. Tive conversas com mulheres pacientes de Lúpus e que estavam em tratamento que me contaram histórias de superação e desafios que precisam enfrentar. A cada conversa sentia que um pedaço de cada uma dessas pessoas estaria representado na construção da Nina. Sou comovida pela generosidade dessas mulheres, que dividiram suas histórias comigo com toda vulnerabilidade. Me senti muito encorajada por elas, porque sentia que elas se abriram comigo justamente por estarem seguras de que aquelas informações estariam num lugar de arte e amor retratadas no filme.

CineBuzz: Como você se sente agora tendo estrelado seu primeiro filme? Pretende continuar com a carreira de atriz?

Giulia: Ter conquistado a oportunidade de viver a história da Nina neste filme foi uma das realizações mais gratificantes da minha vida — me doei por inteira e evoluí muito, como artista e pessoa. Tenho um amor incondicional pela arte em todas as suas formas e esse processo foi um passo fundamental para entender como seguir traçando a minha trajetória da maneira mais autêntica possível daqui pra frente. Continuarei me desafiando a alçar novos voos e desafios, seja através da música, escrita ou nas telas — quero que as pessoas conheçam a minha essência.

CineBuzz: Qual mensagem vocês esperam que o público de vocês receba após assistir a "Depois do Universo"?

Henrique: A mensagem pra mim é de não ter medo de sonhar. De se apaixonar. De viver a vida mesmo, por mais curta que ela aparenta ser. A gente nunca sabe o que o futuro nos guarda. E essa incerteza a gente pode usar a nosso favor.

Giulia: Esse filme passeia por muitos lugares e sentimentos, fazendo dessa relação do “Depois do Universo”, esse lugar entre a Terra e o desconhecido, buscando confortar o coração e explicar emoções através da poesia visual. A Nina é uma personagem muito forte, carregada de amor, esperança e música. Espero que essa história seja combustível para muitas pessoas também se sentirem encorajadas e com esperança de acreditarem e seguirem seus sonhos, apesar das dificuldades que a vida real pode proporcionar.

Assista ao trailer de "Depois do Universo":

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