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Star Wars: A Ascensão Skywalker exagera nos dramalhões e "fan services" e perde magia da saga em último filme

Longa que encerra a saga dos Skywalkers no cinema tem momentos icônicos, mas se torna vítima de sua ambição

Pedro Rocha Publicado em 18/12/2019, às 05h00

Daisy Ridley como Rey em Star Wars: A Ascensão Skywalker - Divulgação/Lucasfilm
Daisy Ridley como Rey em Star Wars: A Ascensão Skywalker - Divulgação/Lucasfilm

Star Wars: A Ascensão Skywalker, nono filme da franquia e que encerra a saga dos Skywalkers no cinema, naturalmente surgiu com um grande desafio: fazer justiça aos oito primeiros filmes e dar um final satisfatório para os fãs da história original criada por George Lucas.

No meio do caminho, algumas outras dificuldades apareceram. A demissão do diretor original do projeto, Colin Trevorrow, por divergências criativas com a Lucasfilm, e as duras críticas ao longa anterior, Os Últimos Jedi (2017), de Rian Johnson. Com isso, J.J. Abrams, diretor de O Despertar da Força (2015), foi escalado para cumprir a missão de realizar também o último episódio e entregou um longa extremamente ambicioso, do começo ao fim. A Exitoína Brasil já viu!

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A ambição inicial foi de passar por cima das maiores críticas a Os Últimos Jedi, inclusive ignorando alguns fatos estabelecidos pelo filme, como a origem dos Jedi independentemente de suas famílias de origem. A outra foi de dar um final para a saga que revivesse os principais acontecimentos e personagens dos episódios anteriores. Quem você imaginar está de volta.

Isso parece algo legal, mas não funcionou na tela. A Ascensão Skywalker se tornou vítima de sua própria ambição ao entregar “fan services” demais. Não ficou longo e cansativo, mas nas mais de duas horas de filme, acontecem coisas demais, não há respiro, e não sobra espaço para Star Wars ser Star Wars.

Chewbacca, BB-8, D-0, C3PO, Rey, Poe e Finn em Star Wars: A Ascensão Skywalker. (Divulgação/Lucasfilm)

 

Enquanto Poe (Oscar Isaac), Finn (John Boyega) e Chewbacca lutam contra a Primeira Ordem, Rey (Daisy Ridley) é confrontada por Kylo Ren (Adam Driver) sobre o seu passado. Nesse meio tempo, personagens clássicos, como Lando Calrissian (Billy Dee Williams), retornam, e outros novos, como Zorri (Keri Russell) Jannah (Naomi Ackie) e o dróide D-0. É surra de informação o tempo todo, ainda com várias cenas de batalhas na terra e no espaço.

Os protagonistas originais, Leia Organa (Carrie Fisher), Luke Skywalker (Mark Hamill) e Han Solo (Harrison Ford), aparecem para se despedir no novo longa de maneiras diferentes, mas quase irreconhecíveis em relação ao trio que encantou o mundo na trilogia iniciada por Uma Nova Esperança (1977). Foram despedidas dolorosas.

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É decepcionante que, no último filme da saga, não haja espaço para homenagear a mente criativa de George Lucas, que presenteou os fãs com um universo único, com galáxias ricas e com personagens alienígenas engraçados e diferentes. Eles quase não são vistos em A Ascensão Skywalker. Ficaram de fora, também, as doses de humor característica dos primeiros filmes. Tirando poucas piadas vindas do C3PO, quase não dá para rir e o clima tenso domina, principalmente por conta do dramalhão familiar que envolve as origens de Rey.

>>> Precisamos continuar falando sobre o filme, mas agora com spoilers. Se não quiser saber o que acontece em Star Wars: A Ascensão Skywalker, pare por aqui.

Carrie Fisher em aparição póstuma como Leia em Star Wars: A Ascensão Skywalker. (Divulgação/Lucasfilm)

 

A jornada de Rey, aliás, é agridoce em A Ascensão Skywalker. Ao mesmo tempo em que é satisfatório ver ela se tornar a sucessora de Leia e Luke, sua origem parece forçada. O filme traz de volta o imperador Palpatine (Ian McDiarmid) como o grande vilão - para revelar que ele é seu avô e matou seus pais. Na batalha final, ele representa os Sith e ela os Jedi. Efeitos ruins, muitos carões e uma série de frases de efeito tiram a magia do momento e levantam questionamentos sobre a volta mal explicada de Palpatine. Era mesmo necessário?

Um ponto positivo, porém, é a redenção de Kylo Ren/Ben Solo, que perde sua luta contra ele próprio e contra Rey e encontra o perdão dos pais. Leia se sacrifica para que ele se salve, enquanto Han Solo aparece para dar o seu perdão numa das cenas mais emocionantes do filme. “Pai…”, finalmente reconhece Ben, ao que Solo o interrompe, como sempre se declarou para Leia: “Eu sei.”

Adam Driver como Kylo Ren/Ben Solo em Star Wars: A Ascensão Skywalker. (Divulgação/Lucasfilm)

 

Ainda assim, Han não parece ele mesmo. Luke, que também surge de volta como "fantasma" para ajudar e abençoar Rey, não parece ele mesmo. É bom, porém, ver a grande importância de Leia no longa, num trabalho incrível que J.J. Abrams fez ao resgatar cenas gravadas por Carrie Fisher para O Despertar da Força e que nunca foram usadas. A atriz morreu em dezembro de 2016, após filmar Os Últimos Jedi.

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Não é um filme ruim. Há cenas muito icônicas e que vão perdurar na memória dos fãs, como Rey adotando para si o sobrenome Skywalker e vislumbrando, ao lado do BB-8, os dois sóis de Tatooine. Ou o próprio diálogo entre Ben e Han Solo. Mas tem muita informação, acontece coisa demais. Os finais de Finn e Poe apenas ficam apenas subentendidos. Muitos outros personagens novos são esquecidos.

A ambição de J.J. Abrams e da Lucasfilm se voltou contra o filme, que perdeu a chance de encerrar a maior saga cinematográfica de toda a história da cultura pop mundial de uma forma mais justa para os fãs e para o próprio mundo de Star Wars criado por George Lucas.

 


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