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"Meu Nome é Bagdá" retrata paixão pelo skate e valor da união entre as mulheres | #CineBuzzIndica

Em entrevista ao CineBuzz, Grace Orsato e Caru Alves falam sobre a estreia do longa nos cinemas

CAMILA GOMES | @CAMILAGMS Publicado em 16/09/2021, às 18h00

Grace Orsato interpreta a protagonista Bagdá - (Divulgação)
Grace Orsato interpreta a protagonista Bagdá - (Divulgação)

“Meu Nome É Bagdá”, filme da cineasta Caru Alves de Souza, chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (16), retratando a cena do skate pela ótica (e câmera!) de uma jovem de 16 anos da Freguesia do Ó, um bairro da periferia da cidade de São Paulo.

O longa é uma adaptação livre de “Bagdá, o Skatista”, de Toni Brandão, mas dá a vez para uma garota apaixonada pelo esporte contar a própria história. A trama acompanha as aventuras da adolescente, que divide seu tempo entre andar de skate com um grupo de garotos do bairro e fazer campanhia à família e às amigas de sua mãe, o que é essencial para o seu desenvolvimento ao longo do filme.

“Só dela ter uma família com exemplos femininos e de todos os tipos de feminilidade, não só uma feminilidade padrão, isso dava uma confiança pra ela. Ela não tinha medo de falar, ela não tinha medo de sofrer machismo, homofobia, qualquer coisa do tipo, porque ela sempre teve referenciais muito bons”, diz Grace Orsato, que interpreta a protagonista, em entrevista ao CineBuzz.

No entanto, quando ela se vê cercada de um novo grupo de meninas skatistas, sua perspectiva sobre suas amizades começa a mudar. “É fundamental para essa personagem o fato de que ela tem grandes referências mulheres”, afirma a diretora. “O filme fala muito disso, de mulheres fortes, cada uma à sua maneira, que se apoiam entre si e conseguem criar um pouco do que eu chamo de ilhas de afeto em um mundo que é muito hostil com as mulheres”. Confira abaixo a entrevista completa: