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“Paper Girls” envolve com sc-fi, mas não leva charme das HQs para o streaming | Crítica

Adaptação dos quadrinhos de Brian K. Vaughan estreia em 29 de julho

CAMILA GOMES | @CAMILAGMS Publicado em 29/07/2022, às 14h00 - Atualizado em 30/07/2022, às 13h00

Riley LaiNelet, Sofia Rosinsky, Camryn Jones e Fina Strazza são as protagonistas de "Paper Girls" - Divulgação/Prime Video
Riley LaiNelet, Sofia Rosinsky, Camryn Jones e Fina Strazza são as protagonistas de "Paper Girls" - Divulgação/Prime Video

Um grupo de crianças percorre as ruas de uma cidade pequena andando de bicicleta na década de 1980 quando se deparam com uma ameaça capaz de destruir tudo aquilo que conhecem. Parece "Stranger Things", mas essa também é a temática de "Paper Girls", nova série da Prime Video.

A produção gira em torno de quatro garotas, KJ Brandman (Fina Strazza), Erin Tieng (Riley Lai Nelet), Mac Coyle (Sofia Rosinsky) e Tiffany Quilkin (Camryn Jones), que trabalham como entregadores de jornais. Elas estão em mais um dia comum de serviço por Cleveland na noite de Halloween de 1988, quando seres estranhos atacam uma das integrantes do grupo e rouba o walkie talkie que elas usavam para se comunicar.

O que parecia ser apenas um reflexo da criminalidade da época, revela ser o inicio de ataque a humanidade e que causará o fim do mundo. Elas tentam se esconder, mas acabam envolvidas em uma guerra temporal através das décadas e acabam viajando até 2019 para buscar respostas.

A dinâmica das atrizes funcionam muito bem em tela, com a inocência das crianças indo parar no futuro, descobrindo a facilidade de encontrar todas as informações que precisam na palma da mão com um a chegada dos smartphones. Mas também criando maturidade para entender que a vida adulta não é exatamente como sempre sonharam.

Ali Wong ("Meu Eterno Talvez") consegue traduzir bem as frustrações de uma adulta insatisfeita com a própria vida e o choque de reencontrar sua versão de 12 anos. De todas, Mac ainda se destaca por ainda na "fase de revolta" e dói ver que quando finalmente se sente confortável com é no futuro, ela não pode viver a vida que sempre mereceu.

A guerra temporal é abordada de forma envolvente no roteiro assinado por Stephany Folsom, dando pouco a pouco informações sobre viajantes do tempo e os motivos da guerra, te prendendo pela curiosidade e pela figura misteriosa vivida por Adina Porter. No entanto, "Paper Girls" não conseguiu adaptar um dos principais fatores dos quadrinhos: a estética marcante e charmosa.

Quem já teve a oportunidade de folhear as HQs de Brian K. Vaughan sabe que a história tem uma identidade visual muito forte. É bonito e satisfatório. As cores vibrantes e harmônicas ajudam na imersão dos leitores na história, o que na série, foi resumida a uma "nuvem rosa" e uma fotografia sem personalidade. 

A série tem potencial para crescer ainda mais em sua narrativa caso seja renovada, adaptando o arco completo dos quadrinhos publicados pela Devir, que conta com seis edições. A primeira temporada intriga, mas tinha potencial para ir além do que entregou.


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