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Cinema / COLETIVA

Viola Davis diz que "A Mulher Rei" é oportunidade para que "as mulheres negras possam se reconhecer no cinema"

"A Mulher Rei" chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira (22)

ANGELO CORDEIRO | @ANGELOCINEFILO Publicado em 20/09/2022, às 15h23

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Viola Davis diz que "A Mulher Rei" é oportunidade para que "as mulheres negras possam se reconhecer no cinema" - Divulgação/Sony Pictures
Viola Davis diz que "A Mulher Rei" é oportunidade para que "as mulheres negras possam se reconhecer no cinema" - Divulgação/Sony Pictures

A atriz Viola Davis esteve no Rio de Janeiro durante o final de semana para promover seu novo filme, o épico histórico "A Mulher Rei", dirigido por Gina Prince-Bythewood ("The Old Guard"), que será lançado no Brasil na próxima quinta-feira (22).

Na segunda-feira (19), Viola esteve no Copacabana Palace acompanhada de seu marido, o produtor Julius Tennon, para a coletiva de imprensa de divulgação do longa.

Durante a coletiva, a atriz disse que aceitou fazer "A Mulher Rei" "para que as mulheres negras pudessem se reconhecer na tela grande". Viola disse ainda que o cinema tem grandes filmes, grandes diretores, mas as mulheres não conseguem se ver no cinema, como se fossem invisíveis e sem valor.

É importante contar essa história para que possamos ver mais mulheres em filmes desse porte, com esse orçamento. Certamente abrimos uma oportunidade para ver mais mulheres guerreiras daqui pra frente”, defendeu a atriz.

"Uma vez que elas [as personagens] estão em foco, você se senta junto dessas mulheres negras por duas horas e seis minutos e você fica interessado nas vidas delas. E isso significa tudo para nós", disse Viola.

Quando questionada sobre como é estrelar um filme de ação nessa altura da carreira, Viola foi enfática: “Olha, eu acho que é reducionista dizer que este é um filme de ação. É mais que isso, é um drama histórico que vai além da ação”.

Viola contou ainda como foi a preparação para viver a protagonista Nanisca. Além de cinco horas diárias de malhação intensa, incluindo levantamento de peso e artes marciais, a atriz teve que aprender o dialeto falado em Daomé, onde se passa a história.

Julius Tennon, marido de Viola e produtor do filme, falou das dificuldades de produzir o longa e revelou que levou sete anos para que ele ficasse pronto. Para ele, os atores e diretores afrodescendentes ainda têm poucas oportunidades em Hollywood.

Viola concordou com o marido e lembrou que atrizes como Meryl Streep, Julianne Moore e Helen Mirren receberam oportunidades para mostrar seus valores e talentos.

“Mulheres negras também precisam dessa oportunidade nas telas. A arte imita a vida e é importante saber que nós também somos mulheres, somos atrizes e que valemos à pena tanto quanto essas outras atrizes. Não importa se não sou loira ou branca, a forma como criamos filmes precisa refletir isso”.

“Quando você tem pele escura, como a minha, você está no fundo da lista de ser alguém escalada para um filme grande. Sempre que vejo alguma mulher negra nas telas eu tenho dificuldades de achar quem foi a atriz da cena. Isso é muito complicado. Fazer filmes como este aqui serve para mostrar que nós temos a mesma capacidade que todos os outros. Todos somos parte da raça humana, não somos só uma metáfora para uma história”, completou Viola.

Ao final da coletiva, o casal foi questionado se "A Mulher Rei" pode ser o primeiro filme de uma série de longas estrelado por mulheres como heroínas.

"Quando filmes como esse fizerem dinheiro, aí veremos uma proliferação dessas histórias sendo contadas", declarou Tennon. “E aos grandes estúdios: tenham coragem. Só falta isso para mudar o cinema como conhecemos. Nós, pessoas pretas, também fazemos dinheiro”.

"As pessoas precisam ver para acreditar. E acho que isso acontece com 'A Mulher Rei'. Quem o assiste fica tocado por ele e quando você fica tocado por algo, não há como voltar. Isso é o que acredito e no qual tenho esperança", concluiu Viola Davis.

SOBRE "A MULHER REI"

A trama do filme é inspirada nos eventos reais ocorridos no Reino do Daomé, um dos estados mais poderosos da África nos séculos XVIII e XIX. A história irá girar em torno de Nanisca (Viola Davis), general da unidade militar feminina, e sua nova recruta, Nawi (Thuso Mbedu), que se unem para derrotar os inimigos que violaram sua honra, escravizaram seu povo e ameaçaram destruir tudo pelo que viveram.

Além de Davis e Mbedu, o elenco de "A Mulher Rei" ainda contará com Lashana Lynch ("007 - Sem Tempo Para Morrer"), John Boyega ("Star Wars: O Despertar da Força"), Jayme Lawson ("Farewell Amor") e Hero Fiennes Tiffin ("After").

A direção é de Gina Prince-Bythewood ("The Old Guard"), que também assina o roteiro ao lado de Dana Stevens ("Paternidade").

"A Mulher Rei" chega aos cinemas nacionais no dia 22 de setembro.

Assista ao trailer:


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