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Em modo turbo, "Sonic 2" mostra que não se faz um herói sozinho | #CineBuzzIndica

Novo longa do ouriço azul chega aos cinemas na próxima quinta-feira (7) trazendo rostos já conhecidos pelos fãs dos jogos

Henrique Nascimento | @hc_nascimento Publicado em 05/04/2022, às 19h00 - Atualizado em 06/04/2022, às 11h00

Em modo turbo, "Sonic 2" mostra que não se faz um herói sozinho - Divulgação/Paramount Pictures
Em modo turbo, "Sonic 2" mostra que não se faz um herói sozinho - Divulgação/Paramount Pictures

É arriscado tentar adaptar para os cinemas um jogo de videogame, especialmente um que ainda faz sucesso mesmo depois de três décadas, como é o caso da franquia "Sonic".  Ainda assim, o diretor Jeff Fowler, junto com os roteiristas Pat Casey Josh Miller, toparam se arriscar a levar o ouriço azul às telonas em 2020, em uma história divertida e piegas sobre amor, amizade e união, mas que pouco lembrava as aventuras experienciadas pelos fãs dos jogos.

Provavelmente, a ideia era a de fazer um primeiro filme já pensando em possíveis continuações e, talvez por isso, "Sonic: O Filme" tenha sido tão limitado, embora ainda seja um filme bacana, tanto para as crianças quanto os adultos. Com a segunda chance, o trio, agora acompanhado do também roteirista John Whittington, pode finalmente mergulhar de cabeça na proposta de fazer uma adaptação de um jogo de videogame e colocou mais gás em uma aventura bem mais empolgante.

Em "Sonic 2", um dos lançamentos mais aguardados do ano, o adorável e veloz ouriço azul agora vive tranquilamente com a sua nova família, os pais adotivos, Tom (James Marsden) e Maddie (Tika Sumpter), mais conhecidos como Lord Donut Lady Pretzel, e o cachorro de estimação deles. No entanto, ele não consegue se conter e, todas as noites, foge para ajudar... ou melhor, tentar ajudar as pessoas, como um verdadeiro herói, o que nem sempre acaba dando certo.

Paralelamente, o dr. Robotnik (Jim Carrey), preso em um mundo distante após o último confronto com Sonic, arma todos os planos para tentar fugir de sua prisão, mas é só com a chegada de Knuckles (Idris Elba), à procura do ouriço azul - um inimigo que Sonic nem mesmo imaginava ter -, que o vilão finalmente consegue deixar o lugar e ir atrás de vingança, além de um poder inimaginável, no formato de uma joia que pode conceder todos os desejos de uma pessoa.

"Sonic 2", que chega aos cinemas nesta quinta-feira (7), começa como um típico filme de comédia infantil, que deve arrancar risadas dos pequenos, mas entendiar os adultos, apesar de trazer novos personagens dos games para as telonas: além de Knuckles, também temos uma maior participação de Tails (Colleen O'Shaughnessey), a raposinha de duas caudas, que fez uma breve aparição em uma cena pós-créditos do primeiro longa.

Porém, na segunda metade do filme, ele ganha mais potência e se transforma em uma aventura digna de seu protagonista, o que deve agradar os adultos, junto com a parte cômica da produção, que ganha com um aumento da participação de Rachel (Natasha Rothwell), a temperamental "tia" de Sonic.

No final, como não pode faltar em qualquer filme voltado ao público infantil, aquela boa e velha moral da história aparece na forma de uma celebração pela amizade em um momento que confirma tudo o que faz do protagonista um ser tão adorado por todos, mas tão odiado por Robotnik.

 


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